domingo, 15 de novembro de 2015

(Resenha) Handwritten - Shawn Mendes

  Oi pessoal! Tudo bem com vocês? Eu não estou me sentindo muito bem nas últimas semanas para falar a verdade. Em parte por conta do calor - que sempre acaba com os meus dias, já que sou um fã eterno do frio em um país que quase não parece ter inverno -, em parte por conta do meu outubro extremamente difícil e em parte por conta de alguns problemas que tive na minha vida pessoal ultimamente.
  Mas antes de começar o post de hoje, venho pedir desculpas mais uma vez por sumir do mundo sem dar explicações. Acontece que, como disse acima, outubro foi um mês difícil para mim e minha vida pessoal anda meio conturbada. Porém, no que se diz a vida profissional, devo dizer que não poderia estar mais feliz! Afinal, eu estou sendo bastante produtivo nesse novembro, principalmente no que se trata de A Luz de Cada Mundo II, mas não pretendo revelar mais detalhes sobre esse novo projeto agora. Só peço para que fiquem atentos no blog na próxima semana (16/11 até 22/11), pois estou prestes a revelar um de meus novos projetos e quero muito que vocês fiquem por dentro dele, ok?
  Já o assunto de hoje vem mais voltado para a música. Quem me conhece sabe que livros e música são minhas maiores paixões neste mundo, e em um outubro conturbado, eu acabei ouvindo vários CDs novos, pois o que melhor pra fazer quando sua vida está complicada do que ouvir música, não é mesmo?
  Dentre os vários álbuns que eu ouvi (Revival, Confident, Digital Vein, Unbreakable Smile), teve um que me chamou bastante atenção: Handwritten, do Shawn Mendes, e neste post, irei dar minhas impressões sobre esse CD que, certamente, me surpreendeu.

Handwritten - Shawn Mendes

Resenha:
  Para começar, gostaria que soubessem que não sou muito de ouvir álbuns de cantores masculinos jovens (15-21 anos) pop desde que Justin Bieber chegou com o seu "My World" lá em 2009. Nunca gostei de um álbum do Bieber até o lançamento de Purpose, Austin Mahone nunca realmente me impressionou (a não ser pela faixa Shadow) e meu receio em ouvir o Handwritten, de Shawn Mendes, era justificável: todos os citados foram descobertos por algum site de videos e são idolatrados por garotas que as vezes parecem gostar deles apenas pelo rosto de bebê.
  Mas enfim... Fato é que o meu YouTube reproduziu automaticamente "Life of the Party" - primeiro single do material - no meu computador e, antes que eu pudesse sequer pular a música, devo admitir que gostei da faixa. 
  Já tinha ouvido falar de Shawn Mendes, mas nunca tinha ouvido algo seu naquela época. A partir daquele momento, ele foi ganhando cada vez mais pontos comigo: ele compunha mesmo o que cantava, tinha uma voz equilibrada, e tinha um som mais acústico do que o do restante, tudo o que gosto de ouvir.
  Foi então que fui atrás e finalmente ouvi o Handwritten. Para saber minhas impressões, veja o faixa-a-faixa abaixo:
(obs: para parar a música do blog, procure o botão de "start" no canto inferior da tela)

Life of the Party


  Por algum motivo (provavelmente a gravadora), essa, Stitches e Air foram as únicas músicas do álbum a não serem compostas por Shawn. Se tivesse sido, no entanto, eu ficaria abismado com tanto talento para composição vindo de um adolescente de dezessete anos, já que a letra sobre autoestima guiada pela voz emocional do cantor - que parece estar se fortalecendo verso por verso - é tão profunda, significativa e identificável para casais adolescentes que é digna de um Grammy. Não que eu acredite que isso vá acontecer pelo status teen de Shawn, mas se o cantor fosse quatro ou cinco anos mais velho, a nomeação certamente estaria cravada.


Stitches


  Aqui o ritmo aumenta em uma música guiada pelo violão, e que acaba explodindo num refrão que evolui a cada repetição.
  Top 5 do Hot 100, a canção é uma das mais comerciais do disco, mas não peca em qualidade. Aqui Shawn canta sobre uma desilusão amorosa em uma música que não foi composta por ele, mas que certamente faz com que todos - seja adolescente ou jovem adulto - se identifiquem, ainda mais por conta de letra minimalista e que cria todo um ambiente para música. 
  A voz de Shawn se demonstra mais poderosa aqui, indo de tons leves até tons fortes sem que pareça que ele está sussurrando ou gritando, até mesmo no bridge, um dos pontos altos da música. Não é a toa que foi hit.


Never Be Alone


  Em Never Be Alone, um passo para trás.
  A primeira faixa composta por Shawn não desaponta em conteúdo lírico, mas sim por sua concepção pouco envolvente. Aqui o refrão não se destaca até o último momento e a magia fica toda por conta dos versos e da voz de Shawn, que mais uma vez vai evoluindo a cada verso. A melodia, no entanto, é bem folk-pop ao maior estilo Ed Sheeran, e os assobios que cobrem a faixa se destacam diante do resto das batidas e melodias.


Kid In Love


  Para compensar a última faixa, Kid In Love tem uma batida envolvente em meio a um violão, piano e bateria, que casam perfeitamente com a letra adolescente e bastante teen. No entanto, quem produziu parece ter tido ciência disso, de modo que não deixou as batidas muito pesadas e em um clima mais up. Não é exatamente memorável, mas também não chega a ser filler e é boa de se escutar num momento de paixão.


I Don't Even Know Your Name


  Essa consegue ser ainda mais Ed Sheeriana que Never Be Alone.
  A letra não é tão bem composta quanto as já citadas, mas a produção da faixa junto com os vocais bem trabalhados de Shawn - destaque novamente para o bridge prolongado - fazem valer a pena guardar a faixa no celular para uma manhã de sol fraco no quintal de vossa casa.


Somethin' Big


  Aqui os vocais de Shawn estão mais diferentes, mais maduros e ele parece ter mais idade, sem falar de ser uma faixa bem comercial, feita para bombar com os fãs de música acústica em geral. A falta de sucesso da faixa como single é bem inexplicável, ainda mais por se tratar do momento mais maduro de Shawn - vocalmente falando - até o momento.
  Inevitável pensar em lideres de torcida, bandas de colégio dos EUA e numa fogueira acústica quando se houve, pois a faixa certamente é envolvente.


Strings


  Virou algo comum os cantores tentarem fazer um rap-pop em certas faixas de seus álbuns. Algumas vezes funciona, outras vezes realmente não era para acontecer, e esse é o caso de Strings.
  A faixa tem poucos momentos bons e não é memorável em um CD que estava tão grandioso até agora. A letra até que tem um significado bonito, mas não compensa muito mais que uma quarta ouvida. Vai depender do seu gosto por pop acústico...


Aftertaste


  De novo o problema do refrão, Shawn?
  Os versos são memoráveis em uma canção em que Shawn faz um quase-rap aqui e ali, mas o refrão novamente atrapalha o desenvolvimento da canção. Tudo na canção é perfeito: primeiro verso, segundo verso, bridge, finalização, vocais, violão, composição... Menos o refrão! Aftertaste se destacaria mais como uma dessas faixas com um refrão condizente com o resto da faixa, como Life of the Party ou I Don't Even Your Name.


Air (part. Astrid S)


  A única parceria do álbum: um dueto do canadense com a cantora noruega Astrid S, que é quase tão nova quanto Shawn no meio músical, mas ainda não está fazendo muito barulho - ainda. 
  A canção é exatamente o que eu disse: um dueto. É a prova de que Shawn e Astrid são excelentes vocalistas, sendo que as melhores partes da música são aquelas em que ambos estão acompanhados apenas por um violão, muito bem afinado por sinal. Sem duvida um dos destaques do álbum e provavelmente ficará na cabeça daqueles que ouvirem sua bela melodia, que é leve como o air e perfeita para se ouvir em uma tarde fria... De preferência enrolado em um cobertor com a namorada, mas ai fica a critério de vocês (rsrs)


Crazy


  Depois de uma obra-prima, uma das faixas mais fracas do CD. A gente espera por uma explosão que nunca chega nesta canção enganosa, que tem como ponto forte apenas sua composição. Nada mais a comentar...


A Little Too Much


  Primeira e única faixa do CD composta exclusivamente por Shawn, e também uma das que mais impressiona nesta segunda metade do álbum. Parece ser mais pessoal para ele e muitos certamente irão se identificar com essa faixa, que por acaso é uma das melhores baladas do álbum, com um violão bem executado e Shawn utilizando o melhor de sua voz. 
  Parece que o Sr. Mendes teve um bom instrutor vocal para fazer esse CD, que apesar de teen está bem trabalhado, principalmente nos quesitos vocais e líricos.


This Is What It Takes


  This Is What It Takes é um encerramento regular. Posicionar a faixa mediana como fechamento da edição padrão é algo arriscado, já que ela não grita para tocar o disco novamente e até mesmo A Little Too Much com sua melodia mais parada teria sido melhor. Não é de todo o ruim, claro, se salvando na composição. Mas esse CD é uma prova de que não só de composições vive uma faixa, principalmente se tratando desta faixa.
  Desaprovada.

  E assim se encerra a edição padrão. Na deluxe, no entanto, se encontram algumas preciosidades, como Bring It Back, uma faixa que mistura o pop com o rock-alternativo e revela um Shawn Mendes mais maduro do que em qualquer música da edição padrão. Qualquer membro do pop ou rock masculino matariam por essa faixa, e o fato de ela estar na deluxe incomoda, e muito.
  Imagination é boa até os refrões, um defeito frequente neste álbum, enquanto The Weight é outra preciosidade colocada inexplicavelmente na edição deluxe: é um Shawn mais maduro, com um violão bem aplicado e uma letra tão boa que deveria ter sido o encerramento do CD. Don't Want Your Love traz um Shawn indeciso e confuso numa vibe mais old-school, enquanto Lost, que encerra a edição deluxe, traz um encerramento mais divertido e que continua a sonoridade da faixa anterior. 
  Ouvindo a deluxe, você percebe que a gravadora realmente dá motivos para os ouvintes comprarem essa edição de tantos destaques que ela tem.
 


  Novos artistas surgem todos os dias. 2015 certamente foi cheio de revelações: Tori Kelly, Fetty Wap, Fifth Harmony, The Weeknd, Halsey, e muitos outros... Mas Shawn Mendes realmente merece seu lugar ao sol somente por ter lançado um dos melhores álbuns de folk-pop do ano, um gênero que estava meio abandonado até a chegada de Ed Sheeran, que aparentemente já está começando a formar um legado.
  Apesar de jovem, o cantor se difere do restante dos teens por ser mais maduro, mais consciente e provar logo em seu debut ser muito mais do que apenas um rosto querido pelas garotas. Se continuar a trilhar este caminho, Shawn Mendes provavelmente terá muito a colher no futuro, mas até lá, ainda terá que provar o seu talento diante dos inúmeros críticos que deram notas medianas para um álbum que merecia mais - inclusive se contarmos a edição deluxe.
  Gostaram da resenha? Já ouviram a aposta de um dos artistas mais promissores da nova geração? Concordam com o dito por aqui? Acham que eu deveria parar de fazer resenhas e me focar em meus livros? Deixem sua opinião sobre Shawn Mendes e o seu Handwritten nos comentários.
  Obrigado a quem leu, e não se esqueçam: semana que vem tem novidades, então fiquem ligados e uma boa tarde a todos.

Destaques: Life of the Party, Stitches, Somethin' Big, Air, A Little Too Much, Bring it Back.

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