terça-feira, 15 de março de 2016

(Comeback) Por Trás de "A Verdadeira Morte" - Parte I

  Oi pessoal! Tudo bem?
  Primeiro, sinto muito pelo último post que fiz para vocês no começo do ano, adiando o lançamento de A Verdadeira Morte para o segundo semestre, e sinto também por ter dado uma sumida de janeiro pra cá... Mas a verdade é que eu finalmente percebi que, quando estou realmente criado e envolvido com um novo projeto, são raros os momentos em que eu me sinto disposto e confortável para estar postando aqui no blog, pois a única coisa que quero escrever é, geralmente, a história a qual estou me dedicando. Tanto é que, geralmente, eu não tenho muita coisa para dizer quando posto regularmente. Mas a partir de hoje isso irá mudar, e começarei a fazer um bom uso do meu blog. A começar por hoje.
  Vamos aos esclarecimento. Como já disse, eu infelizmente adiei o lançamento de A Verdadeira Morte para o segundo semestre desse ano. Peço para que leiam bem pois o motivo é bastante frágil: eu adiei o lançamento da antologia pois, apesar de já ter escrito bastante para ela, eu não sentia que todo aquele material deveria ir para o resultado final. Eu escrevi muita coisa boa entre setembro e dezembro do ano passado (e muita coisa ruim também), mas o caso é que eu achava que podia fazer melhor, sem falar que eu queria poder explorar melhor o tema tratado na antologia, que é a morte. 
  Alguém pode pensar em algo mais delicado de se tratar do que a morte? Eu não. É uma coisa que mexe com as pessoas de diferentes formas, e pode acontecer com a gente mesmo que ainda estejamos vivos, através das coisas ruins que sofremos em nosso dia a dia, através das nossas angústias, de nossas crises existenciais. No caso, a palavra "morte" do tema vai além do físico; é quando passamos por momentos tão difíceis que parecemos estar mortos ou prestes a morrer. Não é, absolutamente, um tema simples de se tratar, mas eu queria explorá-lo ao máximo, e na época em que Armadura de Ferro foi lançado, eu havia escrito muito; mas não com muita variedade, e eu queria isso para a minha antologia, então eu fui atrás.
  E agora, nas vésperas do lançamento do novo conto que fará parte do livro, Imperfeição, quero dividir um pouco deste processo com vocês. Vamos lá!

O começo de um novo ano


  Todo o janeiro, eu aproveito as férias escolares e dou uma pequena pausa para escrever ao máximo. No ano passado, eu evoluí com A Luz de Cada Mundo e adicionei muita coisa boa para o livro, e nesse ano, escrevi diversos contos interessantes. E como as férias se estenderam até fevereiro por conta do carnaval, tive ainda mais tempo.
  Coloquei minha criatividade a prova, pensando no que eu poderia fazer para adicionar emoção e realidade para a minha obra. Todos seriam contos de drama, então eu teria que ser o mais mirabolante possível na hora de criar para que o tema não ficasse batido, e para que eles tivessem uma conexão dentro do livro que fosse além do seu próprio tema.
  No entanto, admito que as coisas só começaram a dar certo quando eu sai do limite dessas regras que eu mesmo havia imposto. Lembro-me de ter conseguido, finalmente, finalizar o meu conto, Gasolina, o qual eu já estava trabalhando há algum tempo a fim de colocar na antologia. Para se ter uma ideia, eu comecei a trabalhar nele mesmo antes de começar a trabalhar em Armadura de Ferro! E só consegui terminá-lo no final de janeiro...
  A questão é que o conceito para o conto surgiu pouco depois de eu ter lançado A Luz de Cada Mundo, e desde que eu havia começado a escrever, ainda em 2012 com minhas fanfics, tinha me acostumado a fazer narrativas longas, com diversos capítulos e milhares de palavras. E conforme eu escrevia Gasolina, percebia que estava difícil para mim não criar histórias muito longas, mas o meu objetivo não era escrever um livro, e sim um conto! Não pretendia que Gasolina fosse uma história de mais de 40 mil palavras, e sim uma pequena narrativa com até 4 mil palavras.
  De qualquer forma, eu demorei meses até finalmente terminar o conto. Eu acabei editando grande parte da história para que o enredo fluísse mais sutilmente sem estragar a emoção, e acabei adicionando diversas coisas também; foi o momento em que eu mais cortei cenas de uma história minha. Digamos que isso tenha me ajudado a ter uma base para as obras que vieram depois. Gasolina acabou ficando entre 3 e 4 mil palavras. E ainda é o conto mais longo da antologia! Palmas pra mim.
  Em geral, os contos do projeto têm cerca de mil até 3 mil palavras, e esse foi um dos poucos que escrevi que tem mais de 3 mil. Mas foi necessário. Afinal, é um dos contos em que há mais ação na antologia: fala sobre uma mãe recém-separada que está passando por um momento difícil, e como se não bastasse, ela descobre que a filha de cinco anos está sofrendo bullying na escola de colegas mais velhos, e a partir dai surge uma longa história: até onde uma mãe pode ir para salvar a sua filha?
  Diria que o conto gira sobre diversas "questões de vida ou morte", pois para toda mãe que ama realmente seu filho, saber que ele está sofrendo com coisas como bullying, por exemplo, ou qualquer outro tipo de situação desagradável, é como se resolver aquele problema fosse uma questão de vida ou morte, então eu queria criar uma relação mãe e filha convincente, e demorei bastante tempo pra isso. A principal razão é porque o conto é narrado em primeira pessoa, e eu nunca fui uma jovem adulta divorciada, então eu tive que conversar com várias mulheres, fazer muita pesquisa, para criar uma história comovente, como ficou o resultado final de Gasolina, e podem ter certeza de que este será um conto que estará na antologia.

  Muito obrigado por terem lido até aqui pessoal! Espero que tenham gostado e podem esperar pelo meu próximo post, informando mais sobre a antologia. E só lembrando: ainda nesta semana, vocês poderão conferir o lançamento de Imperfeição, o segundo conto a ser liberado de A Verdadeira Morte. Detalhes a seguir, e até a próxima pessoal! Prometo não desaparecer dessa vez.


“Olhar e não poder tocar; entender e não poder confortar; sofrer e não poder contar; se arrepender e nunca poder voltar atrás. Essa foi a minha vida junto a Arthur...”19/03/2016
Publicado por Rennan Andrade em Domingo, 13 de março de 2016

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