segunda-feira, 13 de março de 2017

Conto #9 - Orgulho e Paciência


  Oi pessoal! Tudo bem? Eu tive uma semana interessante! Espero que março seja realmente melhor do que fevereiro foi, porque sinceramente, estou cansado de tantas lágrimas... (haha).
  Bem, hoje eu estarei dando continuidade à série Por Trás de A Verdadeira Morte, dessa vez falando sobre um conto um pouco mais brando e sem um climax explosivo como em Imperfeição ou A Última Homenagem. Estou falando de Orgulho e Paciência, nono conto da antologia e aquele que você confere agora:


  Orgulho e Paciência é, sem sombra de dúvida, o meu conto mais pessoal na antologia. Conta a história de uma jovem garota que tem uma amiga e que gosta muito dela, mas que de uns tempos pra cá, não sabe mais como prosseguir com aquela relação instável que é sempre prejudicada pelo orgulho e impaciência de sua amizade.
   Eu escrevi essa história em fevereiro do ano passado a partir de uma amizade eu tive e já durava cerca de dois anos. Foi imediatamente depois que esse amigo explosivo e temperamental, mas do qual eu gostava muito por suas qualidades, me disse algo terrível, uma coisa que me deixou muito triste mesmo, porque ele ofendeu da pior maneira possível uma das melhores decisões que eu havia tomado em minha vida, tudo isso porque ficou com raiva e não soube como agir ou se controlar, e o fato é que não havia sido a primeira vez. Nós estávamos nessa corda bamba já havia algum tempo e continuamos nela por mais algum tempo após o conto ser escrito, até que eu finalmente vi que eu não poderia, de forma alguma, ser honesto ou opinativo com essa pessoa, e cortei laços por completo com ela. Mas antes disso, eu escrevi esse conto, na noite após o ocorrido, como um desabafo de como eu me sentia.
   Em princípio eu busquei expressar a sensação que eu tinha por conta da nossa amizade, porque eu sentia que ela estava morrendo aos poucos, e fiz de tudo para mostrar isso no conto. Escrevi o conto inteiro naquela noite, só fazendo a revisão depois e acrescentando algumas coisas, a primeira delas sendo a perspectiva feminina.
   A princípio por ser uma história que eu vivi, eu fiz tudo através da perspectiva masculina, porque era o mais natural para mim. Mas quando me surgiu a ideia de que o conto poderia ser publicado junto em A Verdadeira Morte por ele simbolizar a morte emocional - ou a morte de uma amizade -, eu tratei de mudar o ponto de vista, porque eu achei que o conto fosse algo que o público feminino em seus 14, 15 anos de idade pudesse se identificar mais do que o masculino da mesma faixa-etária, e acho que foi uma decisão sábia da minha parte.
   Como disse há algumas semanas, Orgulho e Paciência é, junto com Não se Mova, o conto que mais se difere do tema principal de A Verdadeira Morte, por focar totalmente na morte emocional, e ambos precisam de uma atenção maior para que seu lugar no livro seja entendido, uma vez que eu não o coloquei apenas porque ele é importante pra mim, e sim porque ele quer dizer alguma coisa.

Bem pessoal eu espero que vocês tenham gostado. Semana que vem o post será um pouco mais cumprido, especialmente porque eu estarei falando do conto mais longo da antologia: Gasolina. Obrigado pela atenção e até a próxima!

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